Um sistema de captura de imagens para ultrassom faz muito mais do que guardar fotos. Ele liga o aparelho ao prontuário do paciente, acelera o laudo e organiza a entrega do resultado. Na clínica de ultrassom, onde a agenda é cheia e os exames se repetem ao longo do dia, um bom sistema decide quantos pacientes são atendidos e quanto tempo o médico gasta digitando.
Se você está escolhendo um sistema pela primeira vez ou pensando em trocar o atual, veja o que avaliar antes de decidir.
O primeiro ponto é técnico: o sistema precisa receber a imagem do aparelho que a clínica já tem. O caminho mais comum é capturar a saída de vídeo do ultrassom por uma placa de captura, o que atende a maioria dos equipamentos do mercado, inclusive os mais antigos. Antes de contratar, peça ao fornecedor que confirme a compatibilidade com o seu modelo e, se possível, que mostre o sistema funcionando com ele.
Na ultrassonografia geral, a maioria das imagens é em modo B. Já no ecodoppler, o laudo depende das imagens do fluxo colorido e do traçado espectral, com os índices medidos. O sistema deve capturar todas essas imagens com boa qualidade e deixá-las organizadas por paciente e por data, para que entrem no laudo sem precisar procurar arquivos em pastas.
A gravação de vídeo também ajuda em alguns exames, para rever um trecho depois ou mostrar ao médico solicitante algo que uma foto sozinha não mostra.
Este é o ponto que mais economiza tempo. Matrizes são textos prontos para cada tipo de exame (abdome, pélvico, obstétrico, Doppler e outros), com variáveis para as medidas. O médico escolhe a matriz, preenche os valores e o laudo fica pronto, padronizado e sem erros de digitação.
Verifique se a clínica pode criar e editar as próprias matrizes e se é possível aproveitar os textos que os médicos já usam hoje, importando arquivos em RTF ou TXT.
Nem todo laudo cabe numa matriz. Para as observações e conclusões, o ditado por voz deixa o médico com as mãos livres e acelera o texto. Um corretor ortográfico com termos médicos evita que palavras técnicas sejam marcadas como erro ou trocadas por outras.
O laudo de ultrassom com imagens comunica melhor com o paciente e com o médico que pediu o exame. O sistema deve permitir escolher as imagens com um clique e montar o documento em vários layouts, com o cabeçalho, a logomarca e a assinatura da clínica.
Hoje o paciente espera receber o resultado no celular. Mas laudo é dado de saúde, protegido pela LGPD. O ideal é que o sistema envie por WhatsApp um link protegido por senha e, por e-mail, o PDF protegido, em vez de mandar o arquivo aberto. Assim a clínica entrega rápido sem expor o paciente.
Clínicas que fazem exames para hospitais precisam, muitas vezes, enviar as imagens e o laudo ao PACS no padrão DICOM e buscar os pacientes agendados pela Worklist. Mesmo que isso não seja necessário hoje, vale saber se o sistema oferece essa integração para quando a clínica crescer. Explicamos o assunto em PACS e DICOM: o que a sua clínica precisa saber.
Quando a agenda, o prontuário e o laudo estão no mesmo lugar, a recepção, as salas de exame e a sala de laudo trabalham juntas. Recursos como confirmação das consultas em lote pelo WhatsApp, controle de acesso por usuário e backup na nuvem ou local completam a rotina e reduzem retrabalho.
O MasterPlus captura as imagens do aparelho de ultrassom pela saída de vídeo, inclusive Doppler colorido e espectral, guarda tudo no prontuário e monta o laudo com matrizes, ditado por voz e as imagens no layout da clínica. O laudo pode ser impresso, salvo em PDF ou enviado por WhatsApp e e-mail com senha, e a integração com PACS e Worklist está disponível para quem atende hospitais. Veja os detalhes na página do MasterPlus para ultrassom e Doppler.